Delegação de Minas Gerais encerra Paralimpíadas Escolares com 56 medalhas!

Publicado em 27/11/2017

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A equipe de Minas Gerais foi campeã geral do tênis de mesa nas Paralimpíadas Escolares. Foto: Renata Silva/SEESP.

Entre os dias 22 e 24 de novembro, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo (SP), foi palco da 11ª edição das Paralimpíadas Escolares.

A delegação de Minas Gerais, composta por 63 paratletas de 15 municípios, encerrou sua participação com 56 medalhas conquistadas – 18 de ouro, 24 de prata e 14 de bronze –, superando o número alcançado em 2016, 54.

Entre os destaques estão o atletismo, que teve mineiros no pódio em 36 oportunidades, e o tênis de mesa, modalidade na qual o time de Minas Gerais sagrou-se campeão geral após faturar sete medalhas – quatro de ouro e três de prata.

O estado obteve ainda 11 medalhas na natação. A nadadora Isabel Ferreira, da AACD de Poços de Caldas, celebrou o bom resultado. Ela conquistou dois ouros e duas pratas em 2017. No ano passado, ela deixou a competição com uma medalha de bronze. “Depois que participei dos jogos em 2016 e vi a dimensão do evento, fiquei bastante motivada para estar aqui de novo. Então eu treinei bastante e me superei muito. Fiquei muito contente com os resultados”, afirmou.

Minas Gerais teve medalhas também no futebol de 7, que levou o bronze, e no goalball feminino, prata. Na bocha, Luís Henrique Alves da Silva, da Associação dos Deficientes Físicos de Uberaba (Adefu), ficou com a terceira colocação e a medalha de bronze.

Chegadas e despedidas

As Paralimpíadas Escolares contemplam alunos-atletas entre 12 e 17 anos, o que dá aos participantes a chance de estar em até 5 edições do evento.

O mesa-tenista Wagner Nunes, da APAE de Patrocínio, alcançou esta marca e, em 2017, encerra sua passagem pela competição escolar com três medalhas – duas de ouro por equipes, que não são contabilizadas no quadro geral, e uma de bronze na classe 11. Nas edições anteriores ele havia conquistado duas pratas e dois bronzes.

Além das conquistas esportivas, o paratleta destaca que sua participação nas Paralimpíadas Escolares deu oportunidades para que ele conhecesse jovens de diversas regiões do país. “São cinco anos aqui, em contato com pessoas do Brasil inteiro. Mais do que as medalhas, levo daqui amizades que permanecerão comigo pelo resto da vida”, disse.

Ele contou ainda que estava bastante emocionado com o fim dos jogos. “Estou tentando me manter firme, mas dá até vontade de chorar. Fico orgulhoso de ter participado tantas vezes de um evento tão importante podendo representar meu estado”, concluiu.

O judoca Daniel Pereira conheceu a medalhista paralímpica Lúcia Teixeira. Foto: Renata Silva/SEESP

O judoca Daniel Pereira conheceu a medalhista paralímpica Lúcia Teixeira. Foto: Renata Silva/SEESP

Enquanto uns deixam as Paralimpíadas Escolares, novos atletas chegam. É o caso de Daniel Pereira, do Programa Superar, de Belo Horizonte. Neste ano, ele fez sua estreia no evento competindo no judô. Após chorar com uma derrota no primeiro dia das disputas, o mineiro celebrou a medalha de prata na categoria meio-médio.

Com a conquista, Daniel espera servir de inspiração para que outros jovens com deficiência estejam no esporte. “Mesmo tendo ficando em segundo lugar, foi bom ter vindo. O judô é muito importante para mim, então não vou desistir nunca”, garantiu. “Eu espero que outros jovens deficientes venham e lutem também, porque o esporte é muito importante para todos. Tem muita gente que diz que os deficientes não podem fazer nada, e eu venho aqui e mostro que podem sim”, orgulha-se o judoca.

Na cerimônia de premiação, Daniel esteve ao lado da medalhista paralímpica Lúcia Teixeira, campeã nos Jogos Rio 2016.

Confira as medalhas de Minas Gerais nas Paralimpíadas Escolares 2017.

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